quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Berzoini enfrenta 6 candidatos na disputa pelo comando do PT

SÃO PAULO - Depois da demora em decidir se disputaria mais um mandato na presidência do PT, o deputado Ricardo Berzoini enfrentará a concorrência de outros seis candidatos na eleição interna marcada para dezembro. A relação dos nomes que disputarão a vaga ocupada por Berzoini desde 2005 foi confirmada ontem pelo PT, um dia após o encerramento do prazo final para a inscrição de chapas.

Assim como ocorre no caso de Berzoini, que representará a chapa Construindo um Novo Brasil, a maioria dos candidatos inscritos já havia sido anunciada pelas correntes petistas envolvidas na eleição. Jilmar Tatto - que reuniu os grupos Novo Rumo, Movimento PT e PT de Luta e de Massa - vai encabeçar a chapa Partido é pra Lutar.

O grupo Mensagem ao Partido lançou o deputado José Eduardo Martins Cardozo e a Articulação de Esquerda disputará mais uma vez com Valter Pomar. Foram inscritos ainda Markus Sokol (Terra, Trabalho e Soberania), José Carlos Miranda (Um Programa Socialista para o PT) e Gilney Viana (Militância Socialista).

Evitando avaliar as chances de segundo turno, Berzoini destacou que o número de candidatos é o mesmo da última eleição. "Não será nem mais fácil, nem mais difícil, mas sim uma disputa como todas as disputas dentro do PT, com muito debate".

Além das chapas representadas por esses candidatos, outras duas foram inscritas: Democracia pra Valer e Movimento Popular. Sem nome para disputar a presidência, essas chapas concorrerão apenas a assentos na direção partidária.

Fonte: Tribuna Online

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Nove por cento do eleitorado aptos a lançar candidatura

Nove por cento do eleitorado aptos a lançar candidatura

BRASÍLIA - Terminou na sexta-feira o prazo para quem quisesse disputar as eleições municipais, em 2008, ingressar em um partido político uma das regras para se lançar candidato. A regra valia para todos os eleitores e também para os político que estivessem insatisfeitos com sua legenda e pretendessem mudar de partido para concorrer a uma vaga de prefeito ou vereador de sua cidade.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados até setembro, o Brasil tem, hoje, 11.456.008 pessoas filiadas a um partido político. Ou seja, diante do total do eleitorado, cerca de 126 milhões, isso representa que cerca de 9% do eleitorado estarão aptos para se candidatar nas eleições municipais. O PMDB, PP, PSDB e PT são os únicos partidos que ultrapassam mais de um milhão de filiados: são 2.002.449 de peemedebistas, 1.237.672 pepistas, 1.109.428 tucanos e 1.063.719 petistas.

Já o Partido da Causa Operário (PCO), o "nanico" em número de filiados, tem 3.234 militantes em todo o país. Nem por isso deixou de marcar presença no cenário político nacional com o lançamento da candidatura de Rui Pimenta Presidência da República nas duas últimas eleições.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) também não atinge o número de 10 mil filiados. Apesar de ser representado no parlamento por um senador, José Nery (PA), e três deputados federais, Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Luciana Genro (RS), o partido tem, apenas, 8.763 filiados.

No ano passado, entretanto, a presidente do partido e ex-senadora, Heloisa Helena, obteve 8.001.092 votos, o que representa 7,9% dos votos válidos para presidente. Recém-criado como o PSOL, o Partido Republicano Brasileiro (PRB) do vice-presidente José Alencar (MG), tem 8.050 filiados segundo os números do TSE.

Nem por isso, deixa de estar representado no Senado da República, por Marcelo Crivella (RJ) e quatro deputados federais: Carlos Souza (AM), Kleber Verde (MA), Léo Vivas (RJ) e Marcos Antonio (PE).

Fonte: Tribuna Online

http://www.tribuna.inf.br/noticia.asp?noticia=politica08

domingo, 7 de outubro de 2007

Partidos Políticos - Fernando Rodrigues



- Saiba quem é
Fernando Rodrigues
Partidos Políticos


PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro
registro definitivo no TSE: 30.jun.81 (n.º eleitoral: 15)
Histórico: O PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) foi fundado em 15 de janeiro de 1980. Nasceu antes como MDB (Movimento Democrático Brasileiro), em 24 de março de 1966 - depois da expedição do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), que extinguiu os partidos existentes, e do Ato Complementar nº 4 (24/11/1965), que estabeleceu as condições para a formação de novas siglas dentro de um regime bipartidário. Com a volta do pluripartidarismo, o MDB acrescentou a letra "P" à sigla. Seu maior líder histórico foi Ulisses Guimarães.
PTB - Partido Trabalhista Brasileiro
registro definitivo no TSE: 03.nov.81 (n.º eleitoral: 14)
PDT - Partido Democrático Trabalhista
registro definitivo no TSE: 10.nov.81 (n.º eleitoral: 12)
Histórico: O PDT (Partido Democrático Trabalhista) "surgiu em 17 de junho de 1979, em Lisboa, fruto do Encontro dos Trabalhistas no Brasil com os Trabalhistas no Exílio, liderados por Leonel Brizola [1922-2004]", diz o site oficial da sigla na internet. A reunião de fundação se deu em 25 de maio de 1980, no Rio de Janeiro, quando se provou o estatuto da sigla, mas seu registro só foi concedido em 10 de novembro de 1981 pela Justiça Eleitoral.
PT - Partido dos Trabalhadores
registro definitivo no TSE: 11.fev.82 (n.º eleitoral 13)
Histórico: O PT (Partido dos Trabalhadores) foi fundado em 10 de fevereiro de 1980 e seu símbolo é uma estrela vermelha de 5 pontas. Sua base inicial de filiados foi da região do Grande ABC, área industrial nas imediações de São Paulo (SP). O PT conquistou a Presidência da República pela primeira vez em 2002, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 39.443.876 de votos no 1º turno (46,44% dos válidos) e venceu José Serra (PSDB) no 2º turno com 52.793.364 de votos (61,27% dos válidos). Serra teve 33.370.739 de votos (38,73% dos válidos). Em 2006, Lula foi reeleito presidente. Teve 46.662.365 votos no 1º turno (48,60% dos válidos) e ganhou o 2º turno com 58.295.042 votos (60,82% dos válidos) contra Geraldo Alckmin (PSDB), que recebeu 37.543.178 votos (39,17% dos válidos).
DEM - Democratas (antigo PFL)
registro definitivo no TSE: 11.set.86 (n.º eleitoral: 25)
Histórico: O PFL (Partido da Frente Liberal) foi fundado em 24 de janeiro de 1985 como uma dissidência do PDS (Partido Social Democrático), derivado diretamente da Arena (Aliança Renovadora Nacional), sigla que deu sustentação ao regime militar (1964-85). Em 28 de março de 2007 a sigla muda de nome para DEM (Democratas). Seus principais líderes históricos são Jorge Bornhausen, de Santa Catarina, Antonio Carlos Magalhães, da Bahia, e Marco Maciel, de Pernambuco, vice-presidente do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
PC do B - Partido Comunista do Brasil
registro definitivo no TSE: 23.jun.88 (n.º eleitoral: 65)
PSB - Partido Socialista Brasileiro
registro definitivo no TSE: 01.jul.88 (n.º eleitoral: 40)
PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira
registro definitivo no TSE: 24.ago.89 (n.º eleitoral: 45)
Histórico: O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) foi fundado em 25 de junho de 1988 e escolheu como símbolo uma ave típica do Brasil, o tucano. Seus principais quadros eram dissidentes do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Os principais líderes iniciais do PSDB foram os ex-governadores de São Paulo Franco Montoro (1916-99) e Mário Covas (1930-2001). Em 1994, o PSDB ganhou a Presidência da República com a eleição de Fernando Henrique Cardoso no 1º turno, com 34.364.961 votos (54,3% dos votos válidos) –o segundo colocado foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 17.122.127 votos (27,04% dos válidos). Em 1998, Cardoso foi reeleito, também no 1º turno, com 35.936.918 votos (53,1% dos válidos) –Lula (PT) novamente foi o segundo colocado, com 35.936.918 (31,71% dos válidos).
PTC - Partido Trabalhista Cristão (antigo PRN)
registro definitivo no TSE: 22.fev.90 (n.º eleitoral: 36)
PSC - Partido Social Cristão
registro definitivo no TSE: 29.mar.90 (n.º eleitoral: 20)
PMN - Partido da Mobilização Nacional
registro definitivo no TSE: 25.out.90 (n.º eleitoral: 33)
PRP - Partido Republicano Progressista
registro definitivo no TSE: 29.out.91 (n.º eleitoral: 44)
PPS - Partido Popular Socialista (antigo PCB)
registro definitivo no TSE: 19.mar.92 (n.º eleitoral: 23)
PV - Partido Verde
registro definitivo no TSE: 30.set.93 (n.º eleitoral: 43)
PT do B - Partido Trabalhista do Brasil
registro definitivo no TSE: 11.out.94 (n.º eleitoral: 70)
PP - Partido Progressista
registro definitivo no TSE: 16.nov.95 (n.º eleitoral: 11)
Histórico: O PP (Partido Progressista) já teve outros nomes. Nasceu como Arena (Aliança Renovadora Nacional), depois da edição do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), que extinguiu os partidos existentes à época, e do Ato Complementar nº 4 (24/11/1965), que estabeleceu as condições para a formação de novas siglas dentro de um regime bipartidário. A Arena dava sustentação ao regime militar implantado pelo golpe de 31 de março de 1964. Em março de 1980, com a volta do pluripartidarismo, passou a ser PDS (Partido Democrático Social). Trocou de nome em 1993 para PPR (Partido Progressista Reformador) ao fundir-se com o PDC (Partido Democrata Cristão). Em 1995 houve nova fusão, agora com o antigo PP (Partido Progressista) e com o PRP (Partido Republicano Progressista). Forma-se então o PPB (Partido Progressista Brasileiro). Em abril de 2003, a sigla abandonou a letra "B" e passou a ser apenas PP.
PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (antigo PRT)
registro definitivo no TSE: 19.dez.95 (n.º eleitoral: 16)
PCB - Partido Comunista Brasileiro
registro definitivo no TSE: 09.mai.96 (n.º eleitoral: 21)
PRTB - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro
registro definitivo no TSE: 28.mar.95 (n.º eleitoral: 28)
PHS - Partido Humanista da Solidariedade (antigo PSN)
registro definitivo no TSE: 20.mar.97 (n.º eleitoral: 31)
PSDC - Partido Social Democrata Cristão (antigo PDC)
05.ago.97 (n.º eleitoral: 27)
PCO - Partido da Causa Operária
registro definitivo no TSE: 30.set.97 (n.º eleitoral: 29)
PTN - Partido Trabalhista Nacional
registro definitivo no TSE: 02.out.97 (n.º eleitoral: 19)
PSL - Partido Social Liberal
registro definitivo no TSE: 02.jun.98 (n.º eleitoral: 17)
PRB - Partido Republicano Brasileiro
registro definitivo no TSE: 25.ago.05 (nº eleitoral: 10)
PSOL - Partido Socialismo e Liberdade
registro definitivo no TSE: 15.set.05 (nº eleitoral: 50)
PR - Partido da República
registro definitivo no TSE: 19.dez.06 (n.º eleitoral: 22)
Histórico: O PL (Partido Liberal) foi criado em 23 de junho de 1985, no Rio de Janeiro, por políticos dissidentes do PFL e do PDS. Seu principal líder e fundador foi Álvaro Valle (1934-2000), embaixador e seis vezes deputado federal (pela Arena e PDS). Em 26 de outubro de 2006, durante convenção nacional das duas siglas, é anunciada a fusão com o Prona (Partido de Reedificação da Ordem Nacional), liderado por Enéas Carneiro, formando o PR (Partido da República).

Fonte: Notícias Uol
http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/partidos.jhtm


Saiba quem é Fernando Rodrigues
http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/quem.jhtm

Peemedebistas selam paz; "franciscanos" cobram atenção do Planalto, em jantarf

03/10/2007 - 11h37

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Os "cardeais" e "franciscanos" do PMDB no Senado se reuniram nesta terça-feira em jantar para selar a paz na bancada, depois da rebelião na semana passada que resultou na rejeição da medida provisória do governo que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo. O clima foi de cordialidade, mas os "franciscanos" deixaram claro que desejam suas reivindicações atendidas pelo Palácio do Planalto para que a normalidade volte à bancada.

"Nós colocamos claramente para a bancada que esse grupo [franciscanos] vai continuar se reunindo e discutindo questões de relacionamento. O que esse grupo não quer é que um tome as decisões por todos, sem que todos tenham conhecimento", disse o senador Valter Pereira (PMDB-MS).

15.jun.2007/Folha Imagem
Romero Jucá deve se reunir com Lula para apresentar reivindicações de peemedebistas
Romero Jucá deve se reunir com Lula para apresentar reivindicações de peemedebistas

Dos 19 senadores peemedebistas, 14 foram ao jantar na casa do líder do partido no Senado, Valdir Raupp (PMDB-RO). O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), participou do jantar e foi considerado um dos mais "animados" no encontro --apesar de estar no foco da crise política que atinge a Casa desde o final de maio.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) --apontado por alguns "franciscanos" como um dos "cardeais" que tomou a frente das negociações com o governo sem consultar a bancada--, disse que deve se reunir nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar as principais reivindicações dos senadores peemedebistas.

Jucá nega que outras rebeliões possam atingir a bancada, já que está otimista para a unidade dos senadores após o jantar. "Não tem rebelião. Nos reunimos justamente para unificar a conversa, para ouvir queixar pontuais, mas não temos nenhum pendência com o presidente", disse.

O líder afirmou que a principal reclamação dos senadores está relacionada ao tratamento do governo federal com a bancada do partido, especialmente a falta de diálogo. Jucá disse que vai deixar claro ao presidente essa insatisfação.

A expectativa do peemedebista é que Lula receba os senadores do partido nos próximos dias, depois que retornar de viagem à África.

Rebeliões

Jucá descartou novas rebeliões das bancadas, mas Pereira deixou claro que o PMDB não está disposto a se comportar como "manada", seguindo as determinações do Palácio do Planalto ecoadas pelos "cardeais" da legenda. "O governo não precisa acender o sinal de alerta, mas tem que ter disposição para dialogar e espírito desarmado para possíveis mudanças", cobrou Pereira.

Apesar de não concordar com o termo "franciscanos" --criado pelo senador Wellington Salgado (PMDB-MG) para distinguir o grupo dos senadores peemedebistas com pouca influência no Palácio do Planalto--, Pereira disse que o grupo está disposto a aprovar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

"A bancada tem que apreciar a CPMF, mas têm que traçar discussão sobre o tema com outros setores", disse Pereira.

Minas e Energia

O grupo dos chamados "franciscanos" também cobrou explicitamente o retorno de Silas Rondeau para o Ministério de Minas e Energia. Raupp pediu calma aos senadores --uma vez que o retorno de Rondeau à pasta aguarda o fim das investigações sobre a empresa Gautama na Procuradoria Geral da República.

"Quem já esperou cinco, seis meses, pode esperar mais um", disse Raupp. Rondeau foi afastado do ministério depois de ser acusado de receber propina da Gautama para facilitar licitações à empreiteira. Até agora, não há provas do envolvimento do ministro no episódio --o que provocou no PMDB a cobrança para o retorno de Rondeau.

Segundo peemedebistas, o governo está disposto a retomar a distribuição de cargos ao partido no Senado, mas espera a definição sobre o Ministério de Minas e Energia para dividir os postos --uma vez que a maioria dos cargos sob o comando da bancada está ligada ao setor energético.

Fonte: Folha Uol

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u333493.shtml

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

STF "judicializa" política ao impor fidelidade, dizem analistas


Brasil

05/10/2007 - 20h00

Carmen Munari e Natuza Nery
em Brasília

O troca-troca partidário vai deixar de existir após a decisão do Supremo Tribunal Federal, mas analistas criticam a "judicialização" da política e a influência crescente da opinião pública sobre o Judiciário.

Pela determinação tomada na quinta-feira à noite, o STF considerou ser do partido o mandato parlamentar, não do político eleito. A fidelidade partidária passa a valer a partir de 27 de março deste ano, de acordo com regra estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral tomada naquela data.

"Sou a favor da substância da decisão, que vai ajudar que se tenha partidos consistentes e uma relação mais orgânica entre Executivo e Legislativo", disse o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da UFMG.

"Agora, é lamentável a judicialização da política e a politização da Justiça", completou.

No ano passado, o tribunal se manifestou sobre o mecanismo da verticalização das alianças partidárias e sobre a chamada cláusula de barreira, que previa desempenho mínimo para os partidos nas eleições. Com isso o Judiciário vem se encarregando de realizar a reforma política, tarefa que caberia ao Congresso.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello, indicou nesta sexta-feira o ministro Cezar Peluso para relatar o projeto de resolução que irá disciplinar o processo administrativo para parlamentares que trocarem de partido. Leia mais
PRÓXIMOS PASSOS
PARTIDOS SE REÚNEM
PTC: MANDATO DE CLODOVIL
OPOSIÇÃO ELOGIA DECISÃO
Reis aponta ainda as pressões que as instituições judiciais vêm sofrendo por parte da sociedade. Prova desta pressão, disse, é o acolhimento pelo STF de decisão do TSE, órgão inferior hierarquicamente. Com a confirmação desta regra, o STF acabou por estabelecer o mês de março como data do início da fidelidade, o que em condições normais seria fixado em data no futuro e não no passado.

"Não há lei que obrigue a fidelidade partidária, nem que indique que os mandatos são dos partidos. As regras são salutares mas são alheias à competência do Judiciário, há conflito entre os poderes", analisa Benedito Tadeu Cesar, cientista político e professor da UFRS.

A medida, acredita, supre em parte a falta de consistência histórica dos partidos brasileiros. Ele também julga que a decisão tenha ajudado o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que foi afastado o risco de perda de mandato para as trocas partidárias anteriores a março.

Para Tadeu Cesar, a estratégia de usar um partido menor para servir de suporte, e não para a principal legenda do governo, no caso o PT, foi inventada na administração Lula. No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), por exemplo, as trocas eram feitas para os grandes partidos governistas.

MUDANÇA DE HÁBITO

Legendas como o PR (fusão entre PL e Prona) eram o destino habitual de deputados que queriam deixar a oposição para compor a base do governo. A partir de agora, o crescimento real dessas agremiações deve cair de ritmo.

De 2006 para cá, o PR dobrou de tamanho. Elegeu 25 deputados (2 do Prona e 23 do então PL) e ganhou 17 nos 12 meses seguintes.

Líderes na Câmara consultados nesta sexta-feira reconhecem que a norma provocará mudanças nos hábitos políticos tradicionais no sistema proporcional.

"Nós perdemos muitos deputados, mas a democracia brasileira ganhou a mudança mais importante que vi nos meus 17 anos de Parlamento", afirmou o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).

Democratas, PSDB e PPS foram os partidos que mais perderam deputados desde a última eleição, rumo a siglas da base do governo. Foram as três siglas de oposição que levaram a questão da fidelidade ao STF, requerendo a retomada dos mandatos, mas não conseguiram reaver 22 mandatos dos 23 mandatos que pretendiam, já que apenas uma troca havia sido feita após a decisão do TSE de março.

"Os partidos que cresceram deixarão de crescer como antes. Os que perderam, da oposição, acabaram estancando a sangria. Não vou dizer que perdemos, mas posso dizer que vamos deixar de ganhar", afirmou o deputado Luciano Castro, líder do PR.

Segundo ele, o PR é o destino natural dos chamados parlamentares "infiéis" por ser "grande e novo".




http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2007/10/05/ult1928u4953.jhtm

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

À espera de revés no STF, partidos tramam anistia (Josias de Souza)

Supremo decide hoje destino de parlamentares ‘infiéis’

Julgamento põe em risco os mandatos de 45 deputados

Os 11 ministros do STF reúnem-se em sessão plenária, às 14h desta quarta-feira (3), para tomar uma decisão que pode virar a Câmara de ponta-cabeça. O tribunal dirá se os mandatos eletivos pertencem aos políticos ou aos partidos.

Se concluir que os mandatos pertencem aos partidos, colocará sob risco de cassação 45 deputados federais que trocaram de legenda. O terremoto não se restringiria a Brasília. Estima-se que, em todo país, cerca de 200 deputados estaduais e algo como 10 mil vereadores tenham trocado de partido. Todos estariam igualmente sujeitos à perda do mandato.

Receosos de uma sentença adversa, partidos que integram o consórcio governista, maiores beneficiários da infidelidade, tramam aprovar, a toque de caixa um projeto de lei anistiando os desertores. A providência é costurada entre quatro paredes. Mas alguns deputados já mencionam a estratégia à luz do dia. Entre eles, Luciano Castro (RR), líder do PR, a legenda que mais inchou na atual legislatura –elegeu 25 deputados e ostenta na Câmara uma bancada de 42.

Castro diz que, confirmando-se o revés no STF, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), protelaria a decretação da perda dos mandatos dos infiéis, com a conseqüente posse dos suplentes, até que o Congresso aprovasse uma lei de anistia. Sustenta que os partidos não quedarão inertes diante de uma “interferência” desse porte do Supremo no Legislativo.

O tema leva preocupação também ao Palácio do Planalto. Lula receia que o julgamento do tribunal convulsione sua base congressual na Câmara, num instante em que as legendas governistas se preparam para entregar-lhe, em votação de segundo turno, a emenda que prorroga a CPMF até 2011. Nesta terça-feira (2), um auxiliar do presidente disse ao blog que o governo torce para que o STF, caso decida a favor da fidelidade, conclua também que a regra vale apenas para as próximas legislaturas, não para a atual.

O rebuliço partidário é provocado por três mandados de segurança. Foram protocolados no STF pelo PSDB, DEM e PPS. Vitimada pela sedução governista, essa trinca de legendas oposicionistas sofreu uma lipoaspiração de 23 deputados. Querem que o tribunal reconheça o seu direito de reaver os mandatos, empossando os suplentes no lugar dos infiéis.

O que motivou as ações no Supremo foi a resposta do TSE, expedida em março, a uma consulta formulada pelo DEM. O tribunal eleitoral considerou que os mandatos pertencem aos partidos, não aos políticos. Em ofícios à Arlindo Chinaglia, os partidos de oposição exigiram que fossem empossados os suplentes. Mas o presidente da Câmara entendeu que o posicionamento do TSE não teve o peso de uma sentença. Daí os recursos ao STF.

Um detalhe tonifica o desassossego do Planalto e dos partidos que gravitam à sua volta. Antes mesmo do início do julgamento, pelo menos cinco dos 11 ministros do STF pendem pela imposição da fidelidade. Não é pouca coisa. Com mais um voto, a fatura estaria liquidada.

De onde vêm os cinco votos? Três dos ministros do STF são também ministros do TSE. E votaram a favor da fidelidade no julgamento de março. São eles: Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso. Outros dois ministros –Celso de Mello e Gilmar Mendes— declararam-se a favor da fidelidade em julgamentos anteriores realizados no próprio Supremo.

Confirmando-se o placar pró-fidelidade, os ministros terão de decidir se a regra vale para já ou só para as eleições futuras. Instado pelo STF a se manifestar, o procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza posicionou-se a favor dos políticos. Ele considerou “autoritária” a visão de que os mandatos pertencem aos partidos. E anotou que, caso o entendimento do STF seja diferente do seu, a fidelidade só deveria ser imposta nas próximas eleições. É nesse pedaço de papel que se agarram o Planalto e os partidos governistas.

Escrito por Josias de Souza às 02h30

Para acessá-lo, clique no siste:

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2007-09-30_2007-10-06.html#2007_10-03_02_30_33-10045644-0

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Supremo Trbunal Federal: Decisão sobre infiéis não deixará brecha para recursos

BRASÍLIA - A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), amanhã, no julgamento sobre fidelidade partidária, não deixará espaço para recursos que permitam aos parlamentares montar uma chicana jurídica protelatória, qualquer que seja o resultado. Os advogados do PPS, PSDB, DEM, PR, PMDB, PDT e PSDB terão direito apenas a uma reclamação formal. Não haverá como contestar a decisão ou impetrar uma liminar para que o caso se arraste no Judiciário.

Os advogados dos partidos poderão, no máximo, apontar contradição nos votos dos ministros ou no resultado do julgamento, ou tentar sanar alguma dúvida com relação ao resultado, o chamado embargo de declaração.

Esse recurso pode ser proposto cinco dias depois de publicado o acórdão do julgamento - o que não tem prazo para ser feito -, mas não tem poder para reverter uma decisão tomada pelo plenário do STF. Isso significa que, na possibilidade do STF responder favoravelmente aos partidos que querem de volta os mandatos dos infiéis, o julgamento será definitivo.

Publicado o acórdão, deixariam a Câmara os 23 deputados que mudaram de partido e assumiriam os respectivos suplentes. Por deixar poucas brechas jurídicas para apelação, os partidos envolvidos no julgamento estão articulando estratégia única para o julgamento.

Os advogados do PPS, PSDB e DEM, que impetraram o mandado de segurança, vão se reunir antes da sessão. As demais legendas, que correm o risco de perder cadeiras na Câmara, podem usar apenas um advogado durante a sessão.

Guerra de argumentos

Enquanto DEM, PPS e PSDB entram como favoritos no julgamento, apoiados na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - segundo a qual o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar -, seus adversários se apóiam no parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contrário à retirada do mandato dos infiéis.

De acordo com Souza, não há na Constituição dispositivo prevendo perda de mandato para deputado que mudar de partido. Outra ponderação dos partidos se refere ao estatuto das legendas que recorreram ao Supremo. O do PSDB, por exemplo, não estabelece que perderá o mandato o parlamentar que deixar suas fileiras.

O do DEM só estipula multa de R$ 66 mil para quem deixar o partido. Por isso, dizem os deputados, bastaria efetuar o pagamento para, livremente, mudar de legenda. De outro lado, os advogados do DEM recordam que o TSE não mencionou, em sua decisão, a expressão cassação de mandato. Os ministros definiram que o parlamentar que muda de partido abre mão do mandato. Ou seja, o argumento do procurador já estaria derrotado.

Fonte: Tribuna Online

http://www.tribuna.inf.br/noticia.asp?noticia=politica09

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

STF deve abrandar decisão sobre troca-troca

Supremo deve procurar meio-termo na interpretação do TSE de que parlamentar que muda de sigla perde o mandato

SILVANA DE FREITAS
RANIER BRAGON

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O STF (Supremo Tribunal Federal) deverá avalizar, nesta quarta-feira, a tese de que o parlamentar que troca de partido após a eleição perde o mandato, corroborando interpretação adotada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O Supremo, no entanto, tende a abrandar os efeitos da decisão para evitar que a cassação de cerca de 50 parlamentares de uma só vez abra uma crise entre Judiciário e Legislativo.
Uma das possibilidades de solução "meio-termo" é estabelecer uma data-limite para a perda do mandato. Seria somente para os que mudaram a filiação partidária após 27 de março, quando o TSE definiu essa tese, ou 8 de maio, quando essa decisão foi publicada.
Outra saída, defendida por governistas como o deputado federal e ex-juiz Flávio Dino (PC do B-MA), é transferir o exame de cada caso para a Justiça Eleitoral. O TSE, quando definiu a tese da perda do mandato parlamentar do "infiel", abriu duas exceções: se houver perseguição política interna ou descumprimento do programa pelo partido.
Em parecer ao STF, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, apontou outra opção. Ele defende que o mandato é do parlamentar eleito, não do partido, mas diz que, caso a tese do TSE seja aceita, ela só valha a partir da próxima legislatura, em 2011.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), já declarou que irá trabalhar contra uma decisão que resulte em cassações em massa.
Na Câmara, no Senado e nas prefeituras do país a movimentação é intensa, sendo que pelo menos 20 congressistas têm "filiação de gaveta" já assinada com outros partidos, só aguardando uma possível decisão favorável do STF para mudar.
Alguns, entretanto, estão se antecipando. Na quinta, o senador César Borges (BA), ex-DEM, assinou sua filiação ao PR com a condição de comandar a legenda no Estado. Na sexta, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, anunciou a saída do PPS rumo ao PMDB.
A senadora Patrícia Saboya (CE) deixou o PSB pelo PDT com o objetivo de disputar a Prefeitura de Fortaleza.
Na Câmara, Carlos Eduardo Cadoca (PE) deixou o PMDB rumo ao PSC.
O DEM e o PPS serão os mais prejudicados com o troca-troca, que deve engordar legendas como PR, PTB e PMDB.
Os ministros do STF irão julgar mandados de segurança movidos pelos três partidos que mais perderam cadeiras na Câmara após as últimas eleições: PSDB, DEM e PPS.
A decisão valerá diretamente para o grupo de deputados citados em cada ação, mas definirá o entendimento do STF e poderá ser estendida a outros casos.

Fonte: Folha Uol

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0110200706.htm